de pernas bem abertas.


 Era assim que eu estava,depois de me vestir com a camisola branco-amarelada,cujos cordões não se "enlaçavam" pois tinham sido costurados desleixadamente em alturas diferentes . Coloquei meus pés na parte de cima da sandália de forma que ficassem presos apenas pela correia principal,não queria desabotoa-las,mas também não queria encosta-los naquele chão que mesmo aparentemente estando limpo me dava ascos.E andando assim(mal embrulhada e arrancando cimento do chão) fui em direção a cama.Subi seus 3 degraus,me sentei em cima daquele lençol de papel e depois me deitei e desci até ao suporte onde minhas pernas ficariam levantadas e bem abertas.E não,não existe conforto em uma situações dessas... existe apenas o frio,a tensão e o constrangimento de alguém poder ver além do que você consegue ver em você mesmo(a não ser com ajuda de espelho),que mesmo assim  só te dára a visão superficial da coisa... e ela consegue ver tudo lá dentro.E quanto mais ela me pedia para relaxar e não contrair(como se quilo tudo fosse completamente trivial e corriqueiro),mais eu ficava tensa,sem lubrificação,rigída e doía.Senti umas gotinhas escorrendo do olho rumo aos meus ouvidos...fiz de tudo para que a Drª não visse que cheguei a chorar(as pessoas não choram na ginecologista).Toda aquela dor e constrangimento não deve ter durado mais que 60 segundos,e eu não queria fazer nenhuma cena.Acho apenas que eu estava sensível demais, sofrendo de algo que eu conheço bem,cujo o nome é TPM.

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